Estado de Mato Grosso

Comparado aos outros estados brasileiros, Mato Grosso pode ser considerado um tanto quanto desconhecido. Podemos dizer que este é um aspecto positivo, pois temos mais oportunidades para surpreender nosso visitante, seja com a gentileza e hospitalidade do nosso povo, com nossa rica cultura, nossa deliciosa culinária ou, acima de tudo, com paisagens naturais deslumbrantes características dos três diferentes biomas que compõem a fauna e flora do estado: Cerrado, Amazônia e Pantanal. Uma visita a Mato Grosso sempre é, sem sombra de dúvidas, uma viagem recheada de momentos e experiências inesquecíveis.

 

As informações contidas na seção Turismo de nosso site possui duas fontes principais: a experiência pessoal dos proprietários da Casa da Quineira e o Guia Turístico Mato Grosso – Copyright © Empresa das Artes, 2007.

Mapa MT

A maioria dos historiadores não tem dúvida: o Tratado de Tordesilhas assinado entre os Reis de Portugal e Castela (atual Espanha), em Junho de 1494, definindo a partilha das terras recém-descobertas no Novo Mundo, foi lesivo aos interesses da Coroa Portuguesa. Com a assinatura desse documento, a maior parte do atual território brasileiro passou naquela ocasião a pertencer por direito aos Espanhóis, e a totalidade do Estado de Mato Grosso, como hoje o conhecemos, encontrava-se dentro dessa área sob o domínio dos Reis de Castela.

A Linha de Tordesilhas, no entanto, desde os primórdios da colonização da América, jamais foi empecilho para que os Portugueses adentrassem o interior do continente, expandindo seus domínios. E no que se refere ao território mato-grossense, distante mais de 500 léguas do litoral atlântico, isso fico claro logo em 1525, apenas um quarto de século após a chegada de Cabral à costa nordestina, quando o também Português Pedro Aleixo Garcia atravessou os rios Paraná e Paraguai, avançando até o atual território Boliviano em busca de riquezas minerais.

Desde então, inúmeras outras expedições chegaram àquelas terras, e essas incursões eram realizadas tanto por Bandeirantes Paulistas – em suas missões de preação de indígenas ocorridas à partir da primeira metade do século XVII  – quanto por exploradores e jesuítas espanhóis.

Foi a expedição liderada por Pascoal Moreira Cabral Leme que, em 1719, ao atingir as margens do Rio Coxipó e Cuiabá, descobriu valiosas jazidas de ouro. A notícia espalhou-se rapidamente e logo se deu uma corrida de aventureiros à região. Assim, em 8 de Abril do ano seguinte, era fundado o Arrail de Cuiabá e Pascoal Moreira aclamado autoridade máxima na localidade. O arraial vê crescer rapidamente sua importância e, em 1726, com a chegada à localidade do capitão-geral Rodrigo César de Menezes, da Capitania de São Paulo, à qual a região de Mato Grosso era subordinada, é elevado à categoria de Vila Real do Senhor Bom Jesus de Cuiabá.

O esgotamento das jazidas de ouro na região, a fiscalização excessiva, a implantação de pesadas taxas de impostos, os constantes ataques dos índios e a proliferação de doenças fazem com que os mineradores decidam paulatinamente abandonar a região e partir rumo à serra dos Parecis à procura de novas jazidas. Com isso, outros arraiais vão surgindo ao norte e, pouco tempo depois, por volta de 1740, estabelece-se pela primeira vez a ligação daquelas terras com a Bacia Amazônica, ao descerem o Rio Guaporé e a via Mamoré e Madeira e alcançarem o Rio Amazonas e, em seguida, a cidade de Belém.

A intensificação do povoamento das terras mato-grossenses, a descoberta de novas minas auríferas e a constante ameaça de ocupação espanhola da região levam Dom João V, o Rei de Portugal, a criar em Maio de 1748 a Capitania de Cuiabá, com a sede em Vila Bela da Santíssima Trindade, instituindo também incentivos, privilégios e isenções para todos os que se dispusessem a fixar residência na Colônia do Mato Grosso, o que, de sobra, ainda ajudaria a conter os vizinhos Espanhóis.

Em Janeiro de 1750, Dom João V e o soberano Espanhol, Fernando VI, assinaram na capital do Reino da Espanha o Tratado de Madrid que revisava o de Tordesilhas. Não obstante a assinatura desse tratado, no entanto, em 1761, intensificaram-se as disputas entre Portugueses e Espanhóis pela posse daquelas terras e pela definição da linha de fronteira. Em 1766, porém, os Portugueses conseguiram expulsar para o oeste os Castelhanos e as missões jesuítas espanholas.

Pouco depois, em 1776, os Portugueses iniciaram a construção, à margem do Rio Guaporé, do Real Forte Príncipe da Beira, uma enorme fortificação concluída em 1783; mais ao sul, ergueram o presídio/forte de Nova Coimbra, na barranca do Rio Paraguai, porém, o início do século XIX trouxe consigo novas desavenças com os Espanhóis.

Em Setembro de 1801, sob o comando de D. Lázaro de Ribeira, governador de Assunção, 800 homens atacaram o forte de Nova Coimbra, em Corumbá (hoje no Mato Grosso do Sul). O ataque foi rechaçado pelo tenente-coronel Ricardo Franco de Almeida Serra, à frente de apenas 100 combatentes. Firmada novamente a paz, a Capitania consolidou de certa forma sua fronteira, mas entrou em um período de declínio econômico.

Na esteira dessa crise econômica, veio também a política. Assim, em 1821, com a deposição do capitão-general da Província, Francisco de Paula Magessi Tavares de Carvalho, Vila Bela da Santíssima Trindade organizou outra Junta Governativa, estabelecendo um governo paralelo ao instalado em Cuiabá, leal ao Príncipe Dom Pedro, cuja regência iniciara naquele ano. Mato Grosso passou a ter, então, dualidade de poderes.

A situação persistiu até 1823, quando, depois da Independência do Brasil, um governo provisório substituiu as duas Juntas Governativas, o que não impediu que a crise política na região se agravasse. Nesse clima pouco alvissareiro, as hostilidades com o vizinho Paraguai se exacerbaram, até que em 1864 o navio brasileiro Marquês de Olinda, que subia o Rio Paraguai, transportando o coronel Frederico Carneiro de Campos à caminho de seu novo posto de presidente provincial, foi atacado e aprisionado por uma belonave daquele país. Este evento desencadeou a Guerra do Paraguai, envolvendo no conflito o Brasil,  o Uruguai, a Argentina e o Paraguai.

O conflito internacional estendeu-se de 1864 a 1870 e ceifou entre 150.000 a 200.000 (há quem fale em 300.000 mortes). A Guerra do Paraguai, segundo os historiadores, marcou a formação do Exército Brasileiro – destacando-se naquele conflito a figura do marechal Luís Alves de Lima Silva, o Duque de Caxias – e o apogeu e a decadência da monarquia brasileira.

No início do período Republicano, o agora Estado de Mato Grosso continuava praticamente inacessível aos brasileiros. Sua população não ultrapassava a casa dos 80.000 habitantes, não havia estradas de ferro, e o acesso terrestre era extremamente dificultoso. Uma viagem de navio do Rio de Janeiro até a região mato-grossense demorava cerca de 30 dias e passava por 3 países vizinhos.

Foi somente com a implantação de redes telegráficas na região, uma façanha realizada pelo mato-grossense Cândido Mariano da Silva Rondon, o Marechal Rondon, e também com a implantação da navegação a vapor pelo Rio Paraguai, em 1872, e a abertura de algumas estradas em meio à mata, que esse ostracismo do Estado começou a ser rompido. A chegada de criadores de gado, seringueiros e plantadores de erva-mate muda aos poucos o perfil da região, diversificando e melhorando a economia local e incrementando a ocupação das terras e o surgimento de novas cidades.

Com seu território de enormes proporções, Mato Grosso vê crescerem as disputas entre as regiões norte e sul. Por isso, em 1917, o Governo Federal decide intervir, entregando a administração local ao Bispo Dom Francisco de Aquino Correia, que fez um governo conciliador, mas que não conseguiu sanar os crescentes e graves problemas financeiros do Estado. As diferenças entre as porções norte e sul do Estado se agravam no decorrer das décadas seguintes e a aspiração de independência dos moradores do sul de Mato Grosso acaba por se concretizar em 1977, quando o Governo Federal, por meio de uma lei complementar, desmembrou 357.139,91 km² do Estado para criar o Mato Grosso do Sul, medida que passou a vigorar em Janeiro de 1979.

Desde então, o crescimento de Mato Grosso efetivou-se de maneira acentuada. Com o incentivo oficial aos grandes projetos agropecuários e de extrativismo, e os pesados investimentos em infraestrutura, estradas e hidrelétricas, o Estado viu crescer sua população de forma surpreendente; entre 1940 e 1970, sua população passou de 430.000 para 1.600.000 habitantes, grande parte deles vinda do sul do país.

Esse crescimento, contudo, impôs seu preço: em Mato Grosso, os problemas advindos do desmatamento e das queimadas provocadas por produtores rurais para a abertura de novas áreas de plantio de soja e criação de gado constituem seríssimo desafio às políticas públicas e aos órgãos de defesa do meio ambiente. Para se ter uma ideia, entre 1996 e 1999, quase 900.000 hectares de floresta foram derrubados, de acordo com o IBAMA.

Nos últimos anos o desmatamento vem sendo reduzido e o agronegócio – uma das indústrias nacionais de maior produtividade – tem sido responsável por sucessivos recordes na produção de grãos e pelo crescimento da economia estadual em níveis acima da média nacional. Em 2015, por exemplo, o Estado produziu 27.600.000 de toneladas de soja e 18.800.000 de toneladas de milho. Além da agricultura, pecuária e extração de madeira, a economia local está se fortalecendo por meio da atividade turística. Com a política de regionalização implantada, hoje sua macro-estrutura turística está organizada em 4 pólos e 15 regiões turísticas, geridas pelo Fórum Estadual de Turismo, representantes oficiais do trade turístico, conselhos regionais e comitês gestores.

Mato Grosso é um estado em constante transformação e desenvolvimento, lar de um povo hospitaleiro e trabalhador. O futuro do Estado é promissor nas mais diversas áreas e cada vez mais se solidifica como um destino de investimentos e de turismo ligado ao restante do Brasil e ao mundo.

1515

Juan Díaz de Solís, astrônomo espanhol, é o primeiro europeu a adentrar as terras do interior do continente americano, subindo o Rio Paraná-Guaçu (Paraná Grande).

 

1673-82

Os Bandeirantes paulistas Manuel de Campos Bicudo e Bartolomeu Bueno da Silva alcançam a confluência dos Rios Cuiabá e Coxipó-Mirim, onde acampam e denominam o lugar de São Gonçalo.

 

1717

Antônio Pires de Campos, filho de Manuel Bicudo, refaz o caminho do pai e rebatiza a localidade de São Gonçalo Velho. O capitão-general Pedro de Almeida Portugal, o Conde de Assumar, assume o governo da capitania de São Paulo e Minas de Ouro – à qual estava subordinada a região de Mato Grosso.

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Atrações do Município

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Indígena

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Bandeira MT

Horário de Funcionamento 08:00 às 17:00
Distância de Cuiabá 51 km
Acesso  MT-251 (Rod. Emanuel Pinheiro)
Área Total 6.207 km²
Tipo Climático Tropical Quente – Subúmido
População do Município 17.799 (2010)
Altitude 793 metros
Temperatura Média 24°C
Centro de Atendimento ao Turista (CAT) Secretaria de Turismo – das 07h às 18h

End.: Av. Perimetral, s/nº, Bom Clima.

Telefones: (65) 3301-2045 / 3301-3214

Fonte: Guia Turístico Mato Grosso - Copyright © Empresa das Artes, 2007